O Grupo de Danças e Cantares Besclore foi fundado em 1987, é uma das vertentes do Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Grupo Novo Banco.

Composto por cerca de 40 elementos visa “recolher, representar, promover e divulgar as tradições, usos, costumes, danças e cantares do povo do Alto e Baixo Minho português”. Iniciando a sua representação etno-folclórica nas danças, nos cantares e no trajar do final do XIX, princípio do séc. XX.

O Grupo leva já alguns anos de actividade na exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d`Arga e Soajo.

Tem ao longo dos anos participado em inúmeros espectáculos, festivais de folclore e romarias de Norte a Sul do Pais.Além de Portugal, o Besclore já se exibiu em Espanha, França, Inglaterra e Itália.


Fotografia de Grupo de Agosto de 2014
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XXIII Festival de Folclore da Vila de Benfica do Ribatejo 2003

No dia 21 de Junho de 2003 participámos no XXIII Festival de Folclore da Vila de Benfica do Ribatejo 2003. Este festival é organizado pelo Rancho de Benfica do Ribatejo.

Aqui ficam algumas fotografias dessa actuação.


Historial do Grupo:
Nos princípios dos anos 50, a zona de Benfica do Ribatejo vivia principalmente das actividades piscatórias. Quando a Feira do Ribatejo, começava a ganhar forma e força, surge um agrupamento muito "sui-generis" para a época e que retractava uma das figuras tradicionais do Ribatejo: o pescador. Chamava-se este agrupamento o Rancho Folclórico dos Pescadores de Benfica do Ribatejo.

Celestino Graça grande impulsionador do folclore ribatejano, foi o seu fundador. Inicialmente, e como foi acima referido, as danças e trajes retractavam principalmente a figura do pescador. Celestino Graça, teve o cuidado de efectuar minuciosas recolhas junto dos Pescadores mais antigos, especialmente na Zona dos Cucos e das Faias, identificando os usos e costumes desta gente então tão característica da zona, dando animação e vida a estes usos e costumes em danças como a "Valsa Danada", "Cor Tão Bela", "A Cigana"...

Actualmente o Rancho apresenta um novo figurino com a adição das danças e cantares das margens do Tejo, da lezíria e das charnecas.

As suas características vincadamente regionais fazem deste Rancho um dos embaixadores do folclore do Ribatejo o que para além das presenças nos maiores e mais prestigiados Festivais Nacionais de Norte a Sul do nosso País, bem como várias actuações Televisivas e em Programas de Radio em Portugal e no Estrangeiro o que resultou em popularidade além fronteiras, tendo o Rancho levado as suas danças e os seus cantares a certames internacionais entre os quais, destacamos as seguintes participações:
  • Festival Internacional de Billingham 1983(Inglaterra) (FESTIVAL CIOFF)
  • Festival de Chanteu Gombert – Marselha – Grenoble 1982(França)
  • Festival Internacional de Apiro 1985 (Itália)
  • IV e V Festival Mundial de Folclore 1991 e 1993 (Palma de Maiorca) 3º Lugar (Musical))
  • Festival Agrigento “ Saga do Mandorlo in Fiore” 1996 Sicília ( Itália)
  • 3d International Culture and Art Festival of Büyükçekmece –Istanbul – (Turquia) 3º Lugar (Dança) Julho de 2002 (FESTIVAL CIOFF)
  • X Festival Mundial de Danças Folclóricas 2003 Palma de Maiorca 1º Lugar Especial de Dança 3º Lugar Musical e Vocal.

Actualmente o Rancho comporta um repertório de 42 danças e é composto por perto de 40 elementos que vão desde músicos a dançarinos. O seu folclore reflecte a vida do trabalhador do Campo e do pescador do Tejo, concedendo-lhe a beleza natural das gentes do Ribatejo.

Em termos oficiais o R.F.B.R é uma Associação Recreativa e Cultural desde a sua Fundação em 15 de Outubro de 1979 - Membro Efectivo da Federação do Folclore Português - Membro da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio - Filiado No INATEL como Centro de Cultura e Recreio.

Actuação Calendário

Em Junho de 2003 actuamos em Calendário, Braga.
Aqui ficam algumas fotografias.

































Festival de Folclore do R.F. Os Pastores de São Romão

No dia 24 de Maio de 2003 participámos no Festival de Folclore do R.F Os Pastores de São Romão,em  São Romão - Serra da Estrela.
Aqui ficam algumas fotografias da nossa actuação.


Historial do Grupo

Foi em 21 de Maio de 1978, que os Pastores da Vila de São Romão se organizaram, motivados por uma iniciativa levada a efeito pelo Parque Natural da Serra da Estrela, denominado "1º Concurso de Ovelhas da Região Serrana", a ter lugar no dia 29 de Junho de 1978 na Ermida de Nossa Senhora do Desterro, integrado nas Tradicionais Festas em honra de São Pedro, à qual, anualmente, ocorriam muitíssimos romeiros, vindos de toda a Beira Alta.

Reuniram-se os pastores da terra, na Sede da junta de Freguesia, para tomarem conhecimento do feito inédito nas suas lides de trabalho (organizar e participar no Concurso), quando, e em boa hora, um dos presentes deu a ideia de, conjuntamente, se organizar um Grupo/Rancho que cantasse e se possível também dançasse na Festa, algo que não desse muito trabalho a ensaiar, propondo logo de seguida alguns nomes de pessoas a contactar, no sentido de formar uma comissão de entre ajuda para que tudo começasse sem demora, pois o tempo que os separava da Festa já era pouco. Os presentes logo concordaram, recorrendo à boa vontade de todos: homens, mulheres, rapazes e raparigas de São Romão.

No dia da Festa/Concurso, lá estava, pela primeira vez, no terreiro da Capela da Sra. do Desterro, um grupo numeroso de gente, imanada do mesmo espírito, fazendo reviver aos mais idosos alegres e saudosos momentos da sua juventude e, ao mesmo tempo, mostrar aos mais novos, como os antepassados ocupavam alguns dos seus momentos de lazer.

Dados que foram os primeiros acordes na gaita de beiços, flauta do pastor, concertina e pandeiro, entoaram-se também os primeiros cânticos e executaram-se as primeiras danças de roda. De seguida, aproveitaram a presença do Reverendo Pre. Morais, Pároco de Folgosinhos, homem estudioso e amigo da Cultura Popular, conhecedor do Folclore da Região, para apadrinhar, o então jovem, Rancho Folclórico "Os Pastores de São Romão", e aconselhar as técnicas a seguir para que o apadrinhado viesse, no futuro próximo, a salvaguardar a verdade etnofolclórica local e regional.

Dia 21 de Maio de 1978, é a data em que pela primeira vez em São Romão, se fala do Rancho "Os Pastores".

Finalmente nasce na Terra a colectividade que se desejava, com a finalidade e objectivo fundamental de investigar, reviver e divulgar usos, costumes, tradições, trajes e indumentárias, danças e cantares de São Romão e das aldeias vizinhas, principalmente da aba ocidental da Serra da Estrela.

É a partir deste dia que começam a surgir os primeiros testemunhos vivos das pessoas mais idosas que ensinam, com saudade, aos mais jovens, as histórias, orações e lendas mostrando ainda como se dançava e cantava.

Também as pessoas de meia idade, recordavam a execução dos passos de dança de um Rancho de nome "As Serranitas de São Romão", que normalmente se organizava tipo "rusga de carnaval", para actuar nos Concelhos de Seia e Oliveira do Hospital, principalmente nos anos 30 e 40 do século XX.

Entre as várias actividades do Rancho Folclórico "Os Pastores de São Romão", inclui-se a acção constante de uma equipa de recolhas, que periodicamente vai de terra em terra e porta em porta, solicitar ensinamentos de etnografia da região, sob o lema RECOLHER PARA DIVULGAR.

Organizam conferências e exposições e apoiam iniciativas Etnofolclóricas nas Escolas da Região.

Realizam anualmente manifestações culturais como: Cantar de Janeiras e o Amentar das Almas, nas épocas de tradição em São Romão.

Mantem, sempre que possível, o funcionamento da Escola de Música de Instrumentos Tradicionais.

Realizam mostras Etnofolclóricas no País, de Norte a Sul e Ilhas, e além fronteiras, onde sempre representaram Portugal com a maior dignidade, de referir as deslocações à Checoslováquia, França, Espanha, Alemanha e Itália.

Salienta-se a edição de cassete e disco LP, com o título "Cantares Tradicionais da Serra da Estrela", cujo êxito, levou a mais duas reedições.

Organizam anualmente o Festival Internacional de São Romão, com a participação de cinco grupos nacionais e três estrangeiros. Contam até hoje, com a representação cultural dos seguintes países: Espanha, Checoslováquia, Turquia, Suécia, Alemanha, França, Itália, República da Ucrânia, Lituânia, Bélgica, Holanda, Rússia, Perú, México, Estados Unidos da América, Roménia, Hungria e Brasil.

Criáram e desenvolveram a Casa Museu de São Romão, com exposição permanente do espólio recolhido durante os anos de existência, com mais de mil peças originais e antigas, entre as quais: alfaias agrícolas, vestuário, tecelagem, literatura, arte sacra, utensílios domésticos, instrumentos tradicionais e outros.

Actualmente contam com cerca de setenta participantes activos nos vários campos de acção, com idades compreendidas entre os cinco e os setenta e cinco anos de idade.
Filiados na Federação do Folclore Português desde 1984.


Vila de São Romão

São Romão, Vila situada a 600 metros de altitude, na aba ocidental do Maciço Serrano, terra que viveu no passado do Pastoreio e Agricultura, para mais tarde desenvolver a Indústria de Lanifícios que ocupa, ainda hoje, grande parte dos seus habitantes. São Romão é ainda, pela sua situação geográfica, terra de passagem para a Serra da Estrela. Onde se podem apreciar paisagens naturais de rara e pura beleza. Entre outras pode-se destacar os rochedos ciclópicos da Cabeça da Velha e do Velho, criações artísticas da Mãe Natureza, a Ermida da Senhora do Desterro, a 800 metros de altitude, local onde existem oito capelas distintas na região, o Rio Alva com as suas belezas naturais, o Castro de S. Romão e as grutas proto-históricas do Buraco da Moura.


Fonte: http://www.ranchopastores.serradaestrela.com/

Festival Internacional de Palma de Maiorca - 2003


Desde do primeiro Festival Mundial de Danças Folclóricas celebrado em Munique, em 1985, mais de mil dançadores e tocadores, de mais de 67 países têm alegrado e deleitado os espectadores. A partir de 1987, o evento, passou para a presidência da Infanta Doña Elena e desde então tem sido celebrado em Palma de Maiorca, onde os participantes de todo o mundo têm viajado para actuar e poderem demonstrar a sua destreza.

O Festival Mundial de Danças Folclóricas se organiza para reunir culturas diferentes, e por vezes tão distintas, através da música e da dança. É um emocionante espectáculo de cor e entusiasmo que oferece um fantástico mostruário das culturas do mundo inteiro.
Texto adaptado de: http://www.worldfolkdance.com/

Aqui ficam algumas fotografias do convívio entre nós e outros grupos.



Música:
Rusga de Vila Nova - Moda de terreiro, em linha, recolhida em Vila Nova de Infantas (Guimarães)
No Carro Canta - Vira de roda recolhido em Abade do Neiva (Baixo Cávado)
Montagem feita por Vera Augusto com fotografias cedidas por Tiago Dias e Adriano Augusto.

Praça da Alegria, 1997

Participação do G.D.C. Besclore no programa Praça da Alegria, RTP, em 1997.





Festival Internacional de Palma de Maiorca - 1997





Desde do primeiro Festival Mundial de Danças Folclóricas celebrado em Munique, em 1985, mais de mil dançadores e tocadores, de mais de 67 países têm alegrado e deleitado os espectadores. A partir de 1987, o evento, passou para a presidência da Infanta Doña Elena e desde então tem sido celebrado em Palma de Maiorca, onde os participantes de todo o mundo têm viajado para actuar e poderem demonstrar a sua destreza.
O Festival Mundial de Danças Folclóricas se organiza para reunir culturas diferentes, e por vezes tão distintas, através da música e da dança. É um emocionante espectáculo de cor e entusiasmo que oferece um fantástico mostruário das culturas do mundo inteiro.
Texto adaptado de: http://www.worldfolkdance.com/