O Grupo de Danças e Cantares Besclore foi fundado em 1987, é uma das vertentes do Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Grupo Novo Banco.

Composto por cerca de 40 elementos visa “recolher, representar, promover e divulgar as tradições, usos, costumes, danças e cantares do povo do Alto e Baixo Minho português”. Iniciando a sua representação etno-folclórica nas danças, nos cantares e no trajar do final do XIX, princípio do séc. XX.

O Grupo leva já alguns anos de actividade na exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d`Arga e Soajo.

Tem ao longo dos anos participado em inúmeros espectáculos, festivais de folclore e romarias de Norte a Sul do Pais.Além de Portugal, o Besclore já se exibiu em Espanha, França, Inglaterra e Itália.


Fotografia de Grupo de Agosto de 2014
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PARA QUALQUER ASSUNTO OFICIAL SOBRE O GRUPO CONTACTAR O GRUPO CULTURAL E DESPORTIVO DOS TRABALHADORES DO GRUPO NOVO BANCO(VER CONTACTOS NO MENU EM CIMA).

Actuação no Festival do Rancho Tradicional de Cinfães

No passado dia 25 de Maio  de 2008 participámos no festival do Rancho Tradicional de Cinfães, que decorreu no Jardim de Moscavide, Loures. Aqui fica o historial do grupo anfitrião e algumas fotos desse dia.































Historial do Rancho Tradicional de Cinfães

O Rancho Tradicional de Cinfães – Associação foi fundado em Dezembro de 2005 por um grupo de pessoas ligadas ao folclore, há vários anos. É composto por 50 elementos distribuídos pela cantoria, tocata e dança. Encontra-se sedeado em Lisboa, na Freguesia de Santa Maria dos Olivais.

Com o seu trabalho pretende:

Integrar e enraizar os cinfanenses que, à procura de melhores condições de vida, abandonaram a sua terra natal para fazerem de Lisboa a sua “segunda terra”.
Preservar e divulgar a cultura popular do concelho de Cinfães, através dos trajes, dos cantares, das danças e das representações etno-folclóricas.

Os trajes que enverga reportam-se à segunda metade do séc. XIX e primeira metade do séc. XX. Os mais característicos são de trabalho, confeccionados com linho, sirguilha, serrubeco e burel.
As danças são na sua maioria modas de roda, exceptuando-se a contradança ou quadrilha, a chula e o fado mandado.
Dos cantares destacam-se os cramóis que são entoados a quatro vozes, na Gralheira, a aldeia mais serrana do concelho.
As representações feitas em palco incidem sobre quadros etnográficos dos trabalhos campestres executados só com os braços humanos.

Este trabalho tem sido mostrado um pouco por todo o país, com maior incidência no Distrito de Lisboa.

Está filiado no INATEL e é sócio efectivo da Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa.

Informação gentilmente cedida pelo Rancho Tradicional de Cinfães


Festival Luso-Espanhol - Festas dos Pescadores - Matosinhos

No passado dia 11 de Maio de 2008 fomos actuar às festas do Sr. de Matosinhos. Aqui fica um pouco da história desta romaria.

Festas Sr. Matosinhos
“As Festas do Senhor de Matosinhos decorrem durante os meses de Maio e Junho, prolongando-se por quase três semanas de festividades religiosas e actividades lúdicas, culturais e desportivas.
Milhares de lâmpadas iluminam o espaço da festa e a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, cujos altares são artisticamente decorados com lindíssimas flores. Contudo, a iluminação espalha-se um pouco pela cidade, desde a Rua do Godinho, Parque Basílio Teles, Av. D. Afonso Henriques, Praça Guilhermina Suggia, Avenida Engº Duarte Pacheco, Av. Comércio de Leixões, até Manhufe.
Na Igreja, obra de Nasoni, rezam-se sermões e missas de festa e solenes, e sai uma grandiosa procissão ao Senhor do Padrão. No ano passado, pela primeira vez em 40 anos, voltou a sair à rua a imagem do Cristo Crucificado, uma réplica da peça original que data do Século XIII que a Câmara Municipal mandou executar. A procissão realizava-se sem o andor desde o ano de 1967.
Bandas de música animam as ruas e os tradicionais coretos, expõe-se artesanato, rememoram-se lendas e tradições, ou em jeito de festival, divulgam-se os receituários gastronómicos de peixes e de mariscos.
Entre o fogo de bonecos, na terça feira à tarde e o esplendoroso fogo de artifício de sábado à noite, há matraquilhos, carrosséis e carrinhos de choque, farturas, sardinhas assadas e caldo verde ou, forma suprema de ir à festa, comprar louça tradicional nas barraquinhas da Feira da Louça.”


Viagem às Romarias de outros tempos - Retratos da festa
O doce da Teixeira
Não só o doce da Teixeira é cartaz das festas do Senhor de Matosinhos. Mas é a principal doçura, vindas das margens do rio Teixeira, dos lados de Amarante. Desde os mais pequenos aos mais velhos poucos são aqueles que não gostam de saborear uma fatia do escuro doce. Muitas vezes os mais velhos diziam aos mais novos, sobretudos aos filhos e netos impertinentes que o o doce da Teixeira era feito com cuspo… Mas não é, pode levar alguma camada de pó da romaria, mas agora já vimos os mesmos cobertos por um papel de celofane ou outros. O retrato mostra-nos o delicioso doce, ao lado da regueifa de Valongo, dos rosquilhos e do pão gigante. As vendedeiras de ontem, ao contrário de hoje, apresentavam-se não de branco mas de negro, somente com um lenço mais claro. Cabelos bem penteados, não só pelas cabeleiras profissionais, mas arranjadas por elas próprias com os puxos bem esticados. Nada de barracas, mas sim uns simples paus esticados e uns lençóis brancos. Uma marca da romaria. O doce da Teixeira como sobremesa e a regueifa para acompanhar o cabrito na terça-feira, dia do Senhor.


Há muitos anos...
É o que se pode dizer deste retrato: tem muitos anos. Repare-se no casal de romeiros. Ele de chapéu e fato preto, ela de saia e blusa, avental e lenço na cabeça, calçando meia grossa e chinelos. Ao lado muitos chapéus, outros mais velhos, resguardando-se com avantajado guarda-sol (deveria ser um lavrador abastado) e interessante o grupo de estudantes de capas negras vestidas. As meninas de chapéuzinho e os meninos de boné. Ao fundo o Bom Jesus que ao longo dos tempos vem abençoando os que até si vem.


Os Zés P’ereiras
A festa não é festa sem a zabumba dos Zés P’reiras e os gigantones, mais conhecidos pela canalha miúda por cabeçudos. Eles são os responsáveis pelo anunciar das festas. Ou, melhor, eram, pois agora, nos últimos anos, tem sido figuras desaparecidas, ficando-se por um grupo de bombos e um ou outro gigantone mas longe do preceito doutros tempos. Certamente já se tornará extremamente difícil encontrar um cabeçudo de jeito tantos são os que andam por aí… Mas na foto, que não sabemos quanto anos terá, mas terá já muitos, vemos um grupo imponente, de branco vestido, acompanhados pelo par de gigantones e quatro cabeçudos. E não faltava quem fosse atrás do ribombar dos bombos, sobretudo os mais novos que na passagem do grupo viam a possibilidade do grande gozo das suas festas. Vinham, normalmente, de Ponte do Lima, minhotos também figuras de proa nas festas da Senhora da Agonia. Depois, era vê-los na rua do Godinho, bombos arrumados no passeio e as carcaças dos gigantones e cabeçudos também de fundo ao ar, à porta do Farripinhas, para o refazer do estômago com um escabeche de abrir apetite a um morto, empurrado pelo verde tinto.





O folclore
Não há festa sem bombos, sem bandas de música e sem folclore. As caras bonitas e as arraçadas douradas a par do bailar é um dos momentos altos sempre das romarias. E para os homens a beleza das raparigas, como este retrato documenta, tirado na bifurcação da Avenida D. Afonso Henriques e Alfredo Cunha. Defronte a moradia de Adriano Lucas, hoje as instalações da Confeitaria Duquesa. Os dois homens admiram a beleza feminina e um deles (o mais alto) se a memória não nos falha, é o saudoso Mário da Catróia.


Uma história
Há muitas histórias para contar sobre a romaria. Esta, por sorte, veio-nos cair na nossa frente, no grupo de fotos que nos foi cedido pelo Gabinete de História e Fotografia da Câmara Municipal de Matosinhos. Parece uma fotografia simples, que mostra as ornamentações na Av. D. Afonso Henriques, numa hora de menos concorrência de forasteiros. A para duma simpática senhora vemos um azougado romeiro, chapéu de palha na cabeça e a célebre bengalinha que era mora na altura. Até aqui tudo normal. Só que o “rapaz” que transportava tanta satisfação é o nosso amigo e conceituado matosinhense João Lourival, aí por volta dos seus 14/15 anos, que saindo de sua casa, na Fonte dos Dois Amigos, ludibriando a clausura a que seus pais o votavam, deu um salto à festa e gastou os tostões que tinha na compra do chapéu e da bengala. Depois…Mas o interessante é como esta foto, passados tantos anos, nos veio cair na mesa de trabalho. Lembras-te disto, João?

Viola/Violão

A viola clássica ou violão como hoje usualmente chamamos e utilizamos, tem seis cordas de metal ou também de nylon as três mais agudas, a caixa de tampos chatos e paralelos, com cinta larga, boca redonda, braço longo e escala em ressalto com dezassete tratos, cabeça lisa, cravelhas outrora dorsais de madeira, e agora, mais frequentemente, laterais, de carrilhão (sistema de parafuso sem fim que é mais firme), prisão em cavalete, colado a meio do bojo inferior do tampo. A sua afinação normal é: mi, si, sol, re, la, mi, do agudo para o mais grave. Em casos mais raros a caixa dos violões mostram formas de fantasias, nomeadamente de peixes, bacalhau etc, como também o cavalete em forma de peixe.
….
O violão é entre nós geralmente instrumento acompanhante e actualmente pode mesmo considerar-se o mais importante deles todos usando-se em quase todos os conjuntos e ocasiões, “chulas e rusgas”, a acompanhar o canto; outros cordofones, nomeadamente o cavaquinho, instrumentos de tuna etc, e sobretudo a guitarra no fado de Lisboa e de Coimbra. Contudo, vimos que nas “chuladas”, ele desempenha o papel de instrumento cantante baixo. Os violões de entrada, tinham a caixa sensivelmente mais estreita e pequena e em geral, alta; esses modelos continuam a ser preferidos para a “chula”.

Hoje fazem-se de preferência violões largos e altos, especialmente para o fado; numa outra corrente, mais geral e sem características locais, introduzem-se maiores fantasias na decoração e feitio da caixa – pinturas, recortes no alto (que permitem vir com a mão quase até á boca, no lado das cordas agudas, aumentando consideravelmente o âmbito do instrumento, transformando o velho violão num instrumento de jazz com uma técnica nova ajustada a esse tipo musical.

In - Instrumentos musicais populares portugueses- Ernesto Veiga de Oliveira

Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Banco Espírito Santo

"O Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Banco Espírito Santo (GCDTBES) foi criado pelo Banco, em 1938, com o objectivo de reunir os colaboradores em torno de um ambiente lúdico, com o intuito de aumentar a motivação e criar uma cultura organizacional forte.

Hoje mantêm-se os valores e o GCDTBES aumentou largamente a lista de actividades promovidas: desde o desporto com destaque para o futsal, o culturismo, o karaté e a natação até actividades de lazer tais como passeios culturais, fins- de-semana de aventura e grupo de folclore.


Na prática das actividades desportivas, o BES está atento à revelação de talentos, apoiando o desenvolvimento das respectivas carreiras.


Uma das actividades mais importantes do GCDTBES é o BESCLORE. Fundado em 1987, o grupo de folclore é composto por 42 elementos e visa recolher, representar, promover e divulgar as tradições, usos e costumes com as danças e cantares do Alto e Baixo Minho português. Das inúmeras participações em festivais, festas de romarias, e espectáculos de beneficência, no País e no estrangeiro, destaca-se a participação no Festival de Folkdance, em Palma de Maiorca. Neste que é considerado um dos maiores e mais importantes do mundo, o BESCLORE já por duas vezes, em 2001 e 2003, obteve o primeiro lugar absoluto.


Embora a participação dos Colaboradores nas iniciativas desenvolvidas pelo Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores do Banco Espírito Santo funcione através de um contributo individual, o qual se traduz numa quota anual e numa mensalidade, regista-se também a participação do Banco,através de uma doação anual."



Texto in "Relações com os empregados" - www.bes.pt/iipl.asp?srv=1009&file=21668

RECO-RECO

Reco-reco é um termo genérico dos instrumentos idiófonos que produzem som por raspagem. A forma mais comum é constituída de um gomo de bambu ou uma pequena ripa de madeira com talhos transversais. A raspagem de um pauzinho sobre os talhos produz o som. Também chamado de raspador, caracaxá ou querequexé.




O som do reco-reco chega-nos das terras do Minho. É um instrumento que antigamente os homens faziam facilmente: pegavam numa tábua ou cana e faziam-lhes uns dentes (cortes) e friccionavam-nos, com uma cana rachada. 

Este instrumento era muito utilizado nas festas populares minhotas. 

BOMBO

Bombo (palavra de origem obviamente onomatopeico): instrumento musical de percussão membranoso, consiste em um cilindro, geralmente de madeira, em que nos extremos se ajusta una membrana esticada, usualmente de couro, que é golpeado com um pau. O bombo é muito comum na música folclórica latino-americana.



Concertina

Concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico. Trata-se de um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão, com dois teclados dispostos de maneira a favorecer a formação de acordes pelo executante.

A concertina, é um instrumento diatónico no qual, ao abrirmos o fole pressionando um botão, obtemos uma nota musical e, ao carregar no mesmo botão mas a fechar o fole, teremos outra nota. Em Portugal, há vários métodos de ensino da concertina, há quem diga até que a concertina não se pode aprender com notas musicais, opinião esta que está completamente errada, porque a concertina, contém maioria das sonoridades reproduzidas pelas notas musicais.

Trata-se de um aerofone de palhetas livres que são accionadas por meio de um fole que une os dois teclados. O teclado da mão direita produz as notas, enquanto o teclado da mão esquerda produz os acordes e baixos de acompanhamento.


É um instrumento largamente difundido na música de raiz tradicional e Popular Europeia, embora tenha surgido apenas no princípio deste século, depois de construtores alemães terem transformado os seus primórdios chineses, nomeadamente na utilização de palhetas metálicas.
Este instrumento tem a particularidade de emitir notas distintas quando se prime uma tecla e se acciona o fole em cada sentido, o que o distingue do acordeão (que emite sempre o mesmo som, independentemente do sentido com que se acciona o fole).

O teclado principal, tocado com a mão direita, produz as várias notas (numa escala diatónica, ou seja, só com os tons principais) enquanto o teclado da mão esquerda produz os acordes de acompanhamento.

Existem diversas concertinas com diferentes afinações, podendo cada uma ter mais que uma fileira de teclas - com escalas afinadas em diferentes tons.



As concertinas mais comuns na música popular portuguesa são normalmente afinadas em Sól-Dó (GC). Por exemplo, no caso da música cabo-verdiana é mais comum encontrar concertinas com afinação em Fá-Dó (FC). A maioria dos construtores fabricam os seus modelos nas várias afinações e também é possível encontrá-las com três fileiras de teclas (mão direita) e um conjunto mais rico de baixos (mão esquerda).

Durante muitos anos a concertina em Portugal foi ganhando uma conotação negativa, dada a forma uniforme como era utilizada pelos ranchos folclóricos do período do Estado Novo (talvez por permitir resultados relativemente rápidos), contudo é um instrumento onde muitos virtuosos mostram o seu verdadeiro potencial.

Colóquio Do Natal ao Dia de Reis – Cânticos Tradicionais

Colóquio
Do Natal ao Dia de Reis – Cânticos Tradicionais
As Reisadas, as Janeiras, as Charolas e os Cantares ao Menino Jesus
Divergências ou Convergências Culturais?
Em risco de extinção, as tradições portuguesas relacionadas com este período que vai do Natal ao dia de Reis, têm vindo a ser recuperadas um pouco por todo o lado.
Trata-se de manifestações diversas, onde o religioso e o pagão se misturam, com maior ou menor intensidade, conforme a região do país.
Todavia, mesmo numa análise superficial, é fácil encontrar semelhanças que dificilmente poderão ser consideradas como meras coincidências.Se nalguns exemplos as suas origens parecem ser passíveis de datar e identificar as razões da sua realização, noutros encontramos uma intrincada mistura de influências que tornam difícil, senão mesmo impossível, determinar a sua origem. Das ancestrais comemorações relacionadas com o começo do Inverno (o Solstício é a 21 ou 22 do mês de Dezembro), passando pela afirmação do Cristianismo, várias são as explicações possíveis.Várias são as teorias e tentativas de explicação mas, a realidade é que se trata na maioria dos casos, de tradições importantes da nossa cultura tradicional que a modernidade quase erradicou e cuja defesa os agentes culturais descuraram durante muitos anos.
Neste âmbito, os Grupos de Folclore têm especiais responsabilidades, pois como é por demais evidente, os usos e costumes do povo não se limitavam às danças e cantares, como a prática da maioria destes grupos, ainda hoje parece indiciar.
De uma forma séria mas despretensiosa, são as diferenças e semelhanças existentes entre os Cânticos de Natal e dos Reis nas várias regiões do país que o Clube GBES, através do seu Grupo de Danças e Cantares Besclore, pretende analisar e debater durante o Colóquio a realizar dia 05 de Janeiro, pelas 15.00 horas, na sua Sede (Rua D. Luis I, n.º 27) em Lisboa.
  • Programa
    15.00h – Abertura dos Trabalhos
    Manuel Serras - Presidente da Direcção do Clube GBES.

    15.30h – Janeiras e Reisadas na Tradição Minhota
    José Brito - Grupo de Danças e Cantares Besclore

    15.45h – Os Grupos de Charolas na Tradição Algarvia
    Sidónio Mendonça – Rancho Folclórico do Grupo Amigos de Montenegro

    16.00h – Os Cantares ao Menino Jesus na Tradição Alentejana,
    Josefina Rosado – Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca

    16.15h – Importância do Estudo e Conhecimento na Representação dos Grupos de Folclore
    Ludgero Mendes – Vice-presidente da Federação do Folclore Português

    16.30h – Debate

    Moderador – Manuel Palhoco

    17.30h – Cânticos de Natal e Ano Novo:
    - Grupo de Danças e Cantares Besclore - Minho
    - Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca - Alentejo

    18.30h – Encerramento

Actuações 2008

25.01 - Tomada de Posse da Direcção do Clube GBES - Sede do Clube -Lisboa

06.04 - Encontro de Folclore / Casa do Minho - Alcântara - Lisboa

03.05 - Festival / R. F. Salvaterra de Magos - Salvaterra de Magos - Cancelado

11.05 - Festival Luso-Espanhol / Festas dos Pescadores - Matosinhos

17.05 - Aniversário Colectividade O Operário - Campo Pequeno - Lisboa

25.05 - Festival / Rancho Tradicional de Cinfães - Moscavide / Loures

01.06 - E.B. 2,3 - Conde de Oeiras - Oeiras

07.06 - Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca - Casa Branca - Sousel

14 e 15 .06 - Encontro " O Minho em Lisboa" - Lisboa

20.6 - Actuação em Camarate

21.06 - Festival / R.F. "Danças e Cantares da Mugideira" - Mugideira / Torres Vedras

28.06 - Santa Casa Misericórdia Torrão - Torrão / Alcácer do Sal

29.06 - Romaria / Festas de Barcarena - Barcarena / Oeiras

05.07 - Festival / R. F. Glória do Ribatejo - Glória do Ribatejo

10.07 - Feira Artesanato do Estoril

13.07 - Festitradições / Grupo Etnográfico de Lorvão - Lorvão/Penacova

19.07 - Festival/G. Danças e Cantares Regionais da Feira - Santa Maria da Feira

26.07 - Romaria / Festas de S. Tiago - Nogª Cravo/Oliv. Azeméis

02.08 - Festival /R.F. Santa Eulália de Sanguêdo - Sanguêdo / Sª Mª da Feira

03.08 - Festival / Rancho Folclórico de Dem - Dem / Caminha

06.08 - Feira Artesanato do Estoril

10.08 - Romaria / Serra - Serra / Mação

14.08 - Feira de Artesanato do Estoril

15.08 -Festival G.F. Santa Maria de Moure- Moure - Barcelos

16.08 - Romaria / Nª Sª de Fátima - Sapardos / Vª Nª Cerveira

17.08 - Romaria / Festas da Freguesia da Moita - Moita / Sabugal

21.08 - Feira de Artesanato do Estoril

21.09 - Festival Besclore - Lisboa

28.09 - Sabugo - Sintra

09.10 - Actuação no Restaurante Caravela D'Ouro - Algés

18.10 - Festival / R. F. Casa do Povo de Salvaterra de Magos - Salvaterra de Magos

25.10 - Tarde Cultural / Grupo Coral Etn. de Grândola - Grândola

Braguesa

Existem actualmente em Portugal continental cinco tipos de viola popular correspondentes a outras tantas regiões, dos quais dois se encontram em plena vigência, outro já completamente fora de uso e os dois últimos em vias de extinção. São elas, a Viola Braguesa, a Viola Amarantina (ou de dois corações), a Viola Toeira (ou de Coimbra) , a Viola Beiroa (ou "bandurra") e a Viola Campaniça (ou alentejana).Todas estas violas portuguesas pertencem a um género musical exclusivamente lúdico e festivo e integram o mesmo tipo fundamental - com a caixa de ressonância composta de dois tampos chatos e quase paralelos, com cinta de "enfranque" variável, formando dois bojos - comum a todos os cordofones da família das "guitarras" espanholas e europeias, a que pertencem.

As violas braguesas são construídas por uma indústria violeira outrora localizada em Guimarães e Braga, onde a sua existência surge documentada desde o séc. XVII. Actualmente, esta indústria apenas subsiste nos arredores de Braga e do Porto, daí abastecendo o resto do País. As madeiras mais usadas no fabrico da braguesa são o pinho de Flandres para o tampo da frente - em exemplares mais modestos utilizam-se o choupo ou a tília - e a nogueira para o fundo. Tampo e fundo da viola são normalmente feitos em duas pranchas de madeira unindo-se os veios simetricamente. As ilhargas são feitas em nogueira, o braço em plátano, amieiro, tília ou castanho. A escala é normalmente de pau-preto ou madeira escurecida, sendo ainda frequentes alguns cavaletes pintados de preto.




As dimensões destas violas não são constantes, fabricando-se hoje maioritariamente em dois tamanhos: um maior, para tocar em conjuntos com outros instrumentos - nomeadamente o cavaquinho -, e outro mais pequeno, a "requinta", tocada a solo ou acompanhando o canto. O formato maior mede cerca de 90 cm de comprimento total; 45 cm de caixa, 22 de cabeça e 23 de braço e 50 cm da pestana ao cavalete, ou seja a parte vibrante das cordas. O formato menor mede cerca de 77 cm de comprimento, com 25 na largura máxima e 42 da pestana ao cavalete.Hoje em dia, a viola braguesa mais característica tem a abertura central em forma de "boca de raia"; embora os modelos e representações mais antigos mostrem apenas bocas redondas ou ovais deitadas. As suas cinco ordens normais são de cordas duplas em aço fino ou "arame", à excepção dos dois ou três bordões - no passado eram usadas cordas de metal amarelo para as terceiras.

Encordoamento é de cinco ordens de cordas metálicas duplas. Possuindo hoje maioritariamente dez cravelhas, alguns exemplares existem, porém, com as doze cravelhas de madeira habituais nas antigas violas portuguesas setecentistas (cit. Manuel da Paixão in Nova Arte da Viola - 1789). Em termos históricos, não deverá excluir-se a possibilidade de as actuais violas braguesas não terem realmente sofrido qualquer redução no seu número de cordas, representando antes o prolongamento de um tipo anterior - já possivelmente representado em Braga, cerca de 1789 - com carácter autónomo.



A sua afinação varia de acordo com a região onde é tocada e o tipo musical a que se destina. Assim sendo, o valor das notas não é absoluto, estabelecendo-se este de acordo com a afinação dos demais instrumentos com os quais a braguesa toca conjuntamente, e com as indicações específicas de cada músico ou autor. Manuel da Paixão Ribeiro, por exemplo, aponta a afinação (do agudo para o grave) mi-si-sol-ré-lá, também característica da viola toeira de Coimbra e da guitarra espanhola dos sécs. XVI-XVII. Michel Angelo Lambertini refere a de lá-mi-si-lá-ré. Os violeiros actuais afinam a braguesa como a guitarra - ré-lá-si-mi-lá -, suprimindo a sexta corda - afinação usada por Júlio Pereira baixando-lhes 1 tom - do-sol-lá-ré-sol. Para a requinta indicam ré-sol-si-fá#-lá. Acompanhando o cavaquinho, a viola braguesa afina como este na chamada "moda velha", seguindo um tipo de afinação diferente quando tocada a solo.

Sendo o mais importante e característico instrumento de cordas no acompanhamento próprio das rusgas, chulas e desafios do noroeste do País, a viola braguesa é tradicionalmente tocada sozinha, a solo ou acompanhando o canto, ou ainda - mais frequentemente - ao lado do cavaquinho, violão, bandolim e rabeca. Quase extinta nas restantes áreas geográficas do País, a viola braguesa foi longamente olhada enquanto instrumento representativo de um carácter regional figurado apenas nas alegres danças e nas canções fluentes do norte português. Na actualidade, e desde meados da década de 70, por influência de um movimento geral de recuperação dos elementos tradicionais e nacionais mais significativos, a viola braguesa - a par do cavaquinho e de outros instrumentos próprios à identidade portuguesa - encontra-se em diversos novos grupos musicais urbanos representando o exemplo vivo de uma antiga forma renovada.