O Grupo de Danças e Cantares Besclore foi fundado em 1987, é uma das vertentes do Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Grupo Novo Banco.

Composto por cerca de 40 elementos visa “recolher, representar, promover e divulgar as tradições, usos, costumes, danças e cantares do povo do Alto e Baixo Minho português”. Iniciando a sua representação etno-folclórica nas danças, nos cantares e no trajar do final do XIX, princípio do séc. XX.

O Grupo leva já alguns anos de actividade na exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d`Arga e Soajo.

Tem ao longo dos anos participado em inúmeros espectáculos, festivais de folclore e romarias de Norte a Sul do Pais.Além de Portugal, o Besclore já se exibiu em Espanha, França, Inglaterra e Itália.


Fotografia de Grupo de Agosto de 2014
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Actuação Festival do Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca

No passado dia 7 de Junho de 2008 deslocamo-nos à aldeia da Casa Branca para actuarmos no Festival do Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca. Aqui fica um pouco da história desta aldeia e o historial do grupo que nos acolheu.

ALDEIA DE CASA BRANCA - CONCELHO DE SOUSEL - DISTRITO DE PORTALEGRE
A doze quilómetros da Vila de Sousel assenta a Aldeia de Casa Branca, situada no fértil Vale do Freixo, junto à margem direita da ribeira de Almadafe. Pertence ao Concelho de Sousel, faz parte da Comarca de Estremoz, Diocese de Évora e está situada no extremo sul do Distrito de Portalegre, do qual faz parte. A história desta Aldeia está um pouco perdida no tempo, sendo a documentação existente pouco clara." Um documento de Manuel Severim de Faria refere que os terrenos onde assenta hoje a freguesia de Casa Branca pertenciam ao Conde de Sabugal - D. Duarte de Castelo Branco. Este possuía entre outras propriedades, uma herdade junto ao Concelho de Avis, ao Norte do Lameirão. Decadente essa herdade, em parte resultado do pouco rendimento que auferia desses terrenos, em virtude da pobreza dos mesmos e que era agravada com a falta de água, resolveu D. Duarte de Castelo Branco dividir esse vasto morgado em glebas, que aforou a diversos, sendo o último a alienar a parte denominada "Morgado", pois era ali, como então se dizia, a “Cabeça do Morgado". Deixou como último rebento, a habitação com a sua quinta, conhecida pelo nome de Quinta do Zagalo, um dos ramos dos primitivos proprietários. Os foreiros tinham como obrigação "o pagamento de um certo foro anual e os quartos". Por outro lado conseguiu o Conde de Sabugal " uma povoação de alguns cem vizinhos que lhe rende hoje o dobro que a herdade lhe rendia (...)", justificando assim a divisão territorial por ele efectuada.Os descendentes foram alienando todos os terrenos em volta, onde se construíram propriedades urbanas: "a primeira que ainda existia edificada, datava de 1581 construída, sem dúvida, do calcário muito branco que ali existia e que exposto à acção da luz, se petrificava e assim facilmente se faziam blocos, quando ainda brando, para após o seu endurecimento, se construírem os muros, ficando os prédios mesmo sem cal muito brancos e quem sabe, talvez a origem do nome "Casa Branca", que se estendeu a todo o aglomerado de casas".

Ainda em relação à formação e origem do topónimo " Casa Branca", fala-se que este deriva de uma casa isolada, de pedra caliça, abundante nesta zona, construída para guardar utensílios de lavoura numa quinta aí existente, a Quinta do Zagalo. E os caminhantes da época, especialmente os padres vindos de Évora ao avistarem a dita casa, sabiam estar perto do seu destino, Avis. A sede da sua freguesia era primitivamente S. Brás, de cuja freguesia se conserva o nome de uma importante feira, "A Feira de S. Brás" ou "Feira das Cenouras", que se realiza anualmente nos inícios do mês de Fevereiro. Em termos administrativos a freguesia de Casa Branca, passou por diversas jurisdições até se fixar definitivamente no Concelho de Sousel. Assim, esteve anexada ao Concelho da Vila do Cano. Em 1839 estava esta freguesia integrada no Concelho de Avis e em 1852 já estava anexada no Concelho de Sousel. Extinto este, na sequência da Grande Reforma Municipal, de vinte e quatro de Outubro de 1855, passou a freguesia de Casa Branca a fazer parte do Concelho de Fronteira. Em 10 de Julho de 1863 o Município de Sousel foi restaurado e a freguesia de Casa Branca foi-lhe anexada. Perante o último Recenseamento Geral da População, a Freguesia de Casa Branca, tinha segundo os Censos de 2001, 1378 habitantes residentes. É uma Freguesia essencialmente rural, onde a maioria da sua população activa se dedica à agricultura. Tendo a agricultura e a indústria lagareira um papel preponderante na economia da Freguesia, assim como o vinho produzido na Herdade do Mouchão. Em redor desta Aldeia, existem diversas herdades, tapadas, quintas… Entre estas, podemos referir a Herdade de D. João, sita na estrada Casa Branca—Vimieiro. Esta Herdade distingue-se pela importância agrícola, tal como a beleza arquitectónica do seu monte alentejano e da sua capela consagrada a Santa Rita. Dentro da Freguesia, podemos mencionar a Quinta de São João, datada de 1940, pela sua bonita arquitectura.

O Poço Largo é actualmente um dos monumentos mais conhecidos da Freguesia de Casa Branca, devido à sua forma arquitectónica menos usual. Construído durante o séc. XIX, foi este poço outrora muito importante, pois era a principal fonte de abastecimento de água potável para toda a população. Este monumento compõe-se de quatro poços, com uma única nascente, sobressaindo ao centro uma pirâmide, da qual se destaca um poço em cada um dos lados.
A Ponte Dourada, situa-se na Herdade do Mouchão, numa zona denominada Dourada, esta ponte foi toda construída em pedra e por isso mesmo, é também conhecida por Ponte de Pedra. Era antigamente a única ponte da Freguesia e aquela que levava os caminhantes à outra margem, quando o rio enchia.
A Igreja Matriz de Casa Branca, consagrada a Nossa Senhora da Graça, é um edifício do Séc. XVIII. Foi um priorado da Ordem de Avis. Situada no centro da povoação, é um edifício de grandes proporções. A frontaria, alta, é decorada com pilastras e cunhais de granito aparelhado. A porta tem um frontão interrompido e janelão ao centro. Por cima da cimalha, encontra-se um espaldar recortado com óculo. Cada uma das torres que compõem o conjunto tem três frestas cada uma e quatro olhais com arcos redondos. As cúpulas, por seu lado, são muito achatadas e com quatro pináculos cada uma. O interior é uma só nave com abóbada de berço e tem três janelões de cada lado. Tem dois altares laterais e dois colaterais, são em talha pintada e dourada, setecentista, época de D. João V. A capela-mor tem dois janelões e quatro portas, sendo duas falsas. O altar-mor é de mármore com colunas cinzentas. Do sec. XVIII, é o silhar de azulejos que se encontra junto ao baptistério, de moldura policroma, representa paisagens e assuntos profanos.
O terreno onde assenta a Igreja de S. Miguel, mais conhecida por Igrejinha pela População, foi uma doação de dois habitantes desta Aldeia, Gaspar Rijo e sua esposa Luísa Dias. Esta Igreja é uma construção do séc. XVII, de pequenas dimensões, apresentando no seu exterior um frontão recortado e um pequeno óculo para iluminação natural do templo. Apresenta na parte inferior do frontão e por cima da porta que dá acesso ao templo, um relevo com a imagem de S. Miguel Arcanjo. No interior é uma só nave, sendo o altar mor em talha dourada. Á direita encontra-se o altar de S. João Baptista, conforme o pedido dos doadores do terreno, e à esquerda está a imagem de nsa Senhora do Carmo. No corpo da Igreja, do lado direito, está um pequeno altar com a imagem de S. Miguel Arcanjo. A lápide sepulcral do fundador da Igreja—Frei Manuel Antunes, encontra-se no altar-mor.
A Torre do Álamo, é o monumento mais enigmático deste Concelho, aquele que gerou mais polémica e disputa da sua pertença entre as freguesias de Cano e Casa Branca, pois ambas o reclamam como património da sua Freguesia. A Torre do Álamo ou Torre de Camões, assim designada pela tradição popular, é o símbolo da vontade de preservar uma identidade e uma história. Situa-se na Herdade do Álamo, uma propriedade privada e pertença de uma família de apelido Peres. Através da observação das Cartas Coreográficas de Portugal, do Instituto Português Geográfico e Cadastral, ou pelas fotografias aéreas fornecidas pelo Instituto Geográfico do Exército, é possível situar geograficamente o monumento e verificar ao mesmo tempo, que este está situado dentro dos limites territoriais da Freguesia de Casa Branca. A sua arquitectura demonstra ser de finais do séc. XV, já com influências renascentistas, visíveis nas paredes interiores. Pela sua altura, localização e aspecto, denota ter sido um edifício com funções militares, tipo “Atalaia”, que permitia uma melhor comunicação entre Avis e Estremoz, importantes centros militares da época. Está a Torre do Álamo, situada em ponto estratégico e dela é possível ver a Torre de Menagem do Castelo de Estremoz, e também o Castelo de Évoramonte. Fala-se também que a Torre do Álamo, pertenceu à família do grande poeta Luís Vaz de Camões.

Historial do Rancho Folclórico As Mondadeiras de Casa Branca

O Rancho Folclórico "As Mondadeiras" de Casa Branca, nasceu por iniciativa da boa vontade e empenho de um grupo de pessoas que se juntaram com o objectivo comum de preservar e divulgar as tradições culturais dos nossos avós.Começou com cerca de 35 elementos, que desde o primeiro momento - 13 Agosto de 2001, tem ensaiado com grande entusiasmo e força de vontade para agrado e satisfação da população em geral, saudosa do "nosso" extinto Rancho Folclórico que tanto prestigiou a nossa terra nos finais da década de 50/60.

O Rancho Folclórico "As Mondadeiras", apresentou-se ao público no dia 9 de Junho de 2002, na terra que o viu "renascer", a nossa - Casa Branca.

O nosso principal objectivo é representar a nossa terra e as nossas gentes, com dignidade e respeito pelas tradições e valores tanto no que respeita a trajes simples, rude e modestos, que caracterizam o nosso povo:
  • Masculino- Pastor, Ajuda, Ganhão, Tirador de Cortiça, Carvoeiros, Chaveiro, Abegão, Feitor, Forneiro, Manageiro, Varejador, Lavrador, Infantil e Domingueiros;
  • Feminino - Mondadeiras, Ceifeira, Azeitoneiras, Amassadeira, Traje da Aldeia, Infantil e Domingueiros;
como nas danças e cantares: as saias, as chotiças, mazurcas, as desgarradas... que sendo caracteristico de um povo Alentejano, muito ficam a dever á dolência que por anedota lhe é atribuída.
É bem certo que muito temos ainda para aprender, e para tal propomo-nos continuar a efectuar a recolha e recuperação de trajes, cantigas, danças tradicionais da nossa terra e essencialmente de tudo o que ainda persiste na memória dos mais idosos.

1 comentários:

Anónimo disse...

Um abraço amigos

obrigado por terem vindo!

foi muito bom ter-vos cá

Bem Hajam

Josefina - "As Mondadeiras"